sexta-feira, 8 de setembro de 2017


Eu venho cá de vez em quando. Mas nessas vezes não escrevo nada. Noutras vezes, lembro-me do que podia escrever aqui e do quanto gostava de ser assídua. Não me faltam temas nem coisas para dizer. 

Desde a última vez que cá estive - há precisamente um ano - vendi a casa onde vivi durante 11 anos e qualquer coisa e mudámos todos para casa dos meus pais. Por lá continuamos, enquanto esperamos pelas obras na casa nova. Pode ser que este assunto me faça voltar cá mais vezes. 
Até já.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

E assim se passa um ano. Um ano sem escrever, mas com tanta coisa para contar.
A vontade continua e por isso prevê-se um regresso. Se assíduo, não sei, mas um regresso. E regressar ao que nos faz felizes é sempre tão bom.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Sentados no comboio Sintra-Atlântico, a caminho da Praia das Maçãs. Os quatro. 
O comboio começa a andar e a chiadeira dos travões - ferro com ferro - é ensurdecedora. Pequeno Vasco começa logo a chorar, a dizer que quer ir "embóia", mas com o embalar do trem, a coisa dá-se e ele aprecia as vistas e a brisa. 
A Clara gostou muito, o tempo todo de pé, a ver como funciona a máquina e a certificar-se que a mochila não cai comboio fora, ou que o pai segura bem o Vasco para, também ele, não galgar borda fora.
Na viagem de regresso, sempre ao colo do pai, pequeno Vasco vai sossegadinho e eu vejo nos olhinhos que há ali muito sono à mistura, para tanto sossego. 
E assim do nada, o meu piqueno diz: "Mamã, quinho», que é o mesmo que dizer que quer colinho. Eu pego-lhe, ele enrosca-se ao meu peito e nem cinco minutos depois está a dormir profundamente, apesar da chiadeira ensurdecedora dos travões.
Podem dizer o que quiserem, mas o colinho da mamã será sempre o colinho da mamã! 

sábado, 5 de setembro de 2015

A mim dói-me o coração, de cada vez que vislumbro o Aylan. Não consigo olhar de frente o seu pequeno corpo, nem tão pouco segurar as lágrimas. 
O Aylan tinha mais 1 ano do que o Vasco. O seu irmão Galip menos um do que a Clara. Olho para o Aylan, ali estendido enquanto o mar - e o resto do mundo - seguem o seu caminho, e vejo o Vasco, tantas vezes na mesma posição, deitado na sua cama, no seu quarto, num país que o deixa dormir sossegado todos os dias. 
A imagem do Aylan, do bebé Aylan, faz-me doer o coração. Faz-me sentir ingrata quando, no mesmo dia, perco as estribeiras porque o meu bebé não quer adormecer sozinho, e a única coisa que quer é sentir o seu 'porto seguro' do seu lado. O Aylan estava com o seu 'porto seguro', que não foi suficiente para que ele, e Galip, dormissem sossegados todas as noites. E eu sinto que aqueles meninos não mereciam isto. Nem eles, nem ninguém.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Pessoas que vão para o facebook escrever «a sentir-se destroçada», «a sentir-se triste», «ai que isto agora é que está difícil»: Não contem comigo para vos perguntar: «então, 'miga? que foi? precisas de alguma coisa?»
Querem partilhar? Desembuchem de uma vez! Não querem, não digam nada. Agora cá merdas!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Não sou pessoa de verbalizar objetivos. 
Não quer dizer que não os estabeleça, mas na grande maioria das vezes, não os verbalizo. Tenho plena consciência que o faço por não gostar de falhar. Com os outros, principalmente, porque para comigo já falhei objetivos por diversas vezes. Não gosto, mas acontece.
O facto de não os dizer, faz com que não existam, e eu não gosto de andar a espalhar por meio mundo que vou fazer isto ou aquilo e depois ver-me como um grande 'flop'. Quando quero mesmo, faço e pronto. Depois de feito, já está!
Mas para este mês que hoje se inicia (cá em casa trabalhamos ambos para a função pública por isso, se o nosso mês financeiro começa hoje, o nosso mês para objetivos também pode começar hoje) quero verbalizar dois objetivos: correr 50 km e ler um livro!
De 21 de agosto a 21 de setembro!
Vamos a isto, Jane Doe?
Vamos lá!


quarta-feira, 19 de agosto de 2015


Quando engravidei pela primeira vez, tive sempre a certeza que queria que o meu bebé nascesse de parto normal. Queria ser eu a protagonista daquele momento, e cheguei, inclusive, a pedir ao médico para me deixar puxar o bebé para fora, mas no momento certo, quando ele me disse «É agora, puxe!», não consegui.
Quando engravidei pela segunda vez, disse para mim vezes sem conta que desta vez é que era! E pedi ao meu homem para me dar dois estalos se eu dissesse novamente que não conseguia, e para me levantar as costas e segurar-me para que eu pudesse, enfim, realizar o meu desejo de puxar o meu bebé.
Quase no termo da gravidez do Vasco, soube que ele continuava sentado e que, por isso, o mais provável seria ter que fazer uma cesariana. Nunca coloquei, sequer, a hipótese de ter um parto normal com um bebé pélvico e, ainda que durante o tempo que me restou de gravidez me tenha custado muito aceitar que, desta vez, a protagonista não seria eu, fui-me mentalizando para a cesariana que veio a acontecer a 16 de julho.
O meu Vasco nasceu quando eu estava deitada, à espera que tudo acontecesse. E vi-o sair da minha barriga, a berrar a plenos pulmões - Típico! 
A cicatriz que tenho hoje lembra-me o momento mágico e único que aquele momento foi, e não faz de mim nem menos protagonista daquele momento, nem menos mãe.


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